Novos desafios profissionais a considerar para 2020

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O mercado laboral não pára de transformar-se, à medida que mudam também as sociedades. E, de há alguns anos para cá, está a passar por um processo especialmente delicado, com a chamada revolução tecnológica.

De acordo com um estudo do Fórum Económico Mundial publicado em 2016, estamos mesmo a assistir a uma 4ª Revolução Industrial que “vai criar uma tempestade de mudanças em modelos de negócio em todas as indústrias”. As previsões indicam que com as mudanças demográficas e os avanços tecnológicos, vão perder-se 7,1 milhões de empregos em apenas três anos, a maior parte dos quais ligados à administração e aos chamados “empregos de colarinho branco”.

Com a introdução das máquinas no mundo do trabalho, são muitas as funções e cargos que previsivelmente serão automatizados ou que desaparecerão completamente. Mas também se criarão novos papéis e necessidades, pelo que nem tudo está perdido. As novas exigências e características do mercado de trabalho vão implicar a formação e a atualização constante dos trabalhadores, de forma a poderem acompanhar a evolução imparável da tecnologia e a sua introdução no mundo empresarial.


Conheça aqui alguns exemplos que, apesar de darem origem a profissões estranhas, constituem necessidades do mercado e por isso geram oportunidades de emprego: Escolha a profissão que pretende exercer!


Com a democratização da Internet, das redes sociais e dos smartphones, muitos dos hábitos de consumo dos utilizadores mudaram. E mudou também o mundo do trabalho. Basta ver como se consultam as oportunidades profissionais hoje em dia. Quem procura trabalho nas secções de emprego dos jornais? Muito poucos…

A gestão de Recursos Humanos também já não é a mesma… antes de contratar alguém, ou antes mesmo de chamar os candidatos para uma entrevista, os especialistas consultam os seus perfis nas redes sociais.

A digitalização do mundo do trabalho é já uma realidade. E esse é provavelmente um dos principais aspetos a ter em conta no momento em que começa a preparar-se para os novos desafios laborais que poderão surgir ao longo da próxima década.

As profissões do futuro

Muito se tem falado, ao longo dos últimos anos, sobre a introdução dos veículos autónomos no mercado. Levantaram-se algumas vozes críticas contra a implementação da inteligência artificial e das máquinas em determinados setores (e.g. bancos, supermercados, hotéis, etc).

Mas se é verdade que o fator humano vai ser menos relevante em determinadas áreas, há outras onde se abrirão novos e estimulantes desafios, e oportunidades, para os trabalhadores do século XXI. É necessário estar atento a estas novidades.

Um deles é o setor do Marketing online e do Comércio Digital ou Eletrónico. Hoje em dia, poucas são as empresas que não têm uma página web e perfis em distintas redes sociais. O papel dos Community Managers assumiu, por isso, um peso de relevância ao longo dos últimos anos. E também o do SEO manager ou do redator de conteúdos otimizados, que têm como principal objetivo dar maior visibilidade a determinado produto ou empresa nos motores de busca.

Surgiram também novos conceitos como a arquitetura da informação e usabilidade (UX), cuja função primordial é facilitar a navegação em determinados sites, tornando o processo de compra/consumo mais óbvio e intuitivo.

E o que dizer dos programadores? Esses têm emprego praticamente assegurado. As competências relacionadas com informática, matemática, design, psicologia (aplicada ao comportamento do utilizador online) e engenharia, serão por isso muito valorizadas.

Converter uma paixão num trabalho de sonho

Num cenário onde cada vez mais postos de trabalho serão ocupados pelas máquinas, dificultando ainda mais o acesso de milhares de aspirantes ao mercado laboral, para além de estar atento e atualizado, também será necessário ser criativo para se diferenciar da concorrência.

Muitas vezes as saídas profissionais estão onde menos pensamos, a fazer algo de que realmente gostamos. Porque o nosso emprego de sonho pode estar nos nossos hobbies, por exemplo. Basta ver os exemplos dos treinadores pessoais, dos professores de yoga, dos cozinheiros ou mesmo dos jogadores de póquer, ou de outras modalidades online, que começam progressivamente a ser considerados como profissão em vários países, incluindo Portugal.

No nosso país, a profissionalização dos eSports já é uma realidade. São cada vez mais os nomes de praticantes portugueses que soam em importantes eventos internacionais de jogos tão conhecidos e populares como o CS:GO, League of Legends e FIFA, ou de modalidades mais clássicas como o póquer, cuja popularidade não tem parado de crescer em Portugal, essencialmente na sua vertente online.

Isto mostra que o aspeto mais importante para encontrar um trabalho nem sempre é um currículo, um diploma ou a licenciatura que se fez. É cada vez mais importante estar atento às novidades, antecipar cenários e ser criativo para se distinguir num mercado competitivo, onde os humanos já não são os únicos intervenientes.

E a paixão que se coloca no que se faz é um dos aspetos que ainda nos diferencia (e diferenciará) das máquinas e dos robots.


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